O parlamento de Moçambique aprovou quinta-feira, na generalidade, o Orçamento
de Estado para 2017 que contempla um défice de 11% do Produto Interno Bruto e
contem despesas fixadas em 272,3 mil milhões de meticais (3729 milhões de
dólares), noticiou a imprensa moçambicana.
O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse na Assembleia da
República que o défice será coberto com recurso à emissão de títulos de dívida
no mercado interno e à contracção de empréstimos nos mercados externos, de
acordo com a agência noticiosa AIM.
Moçambique aguarda que a auditoria internacional e independente à forma como
empresas públicas contraíram empréstimos no montante que excedeu dois mil
milhões de dólares e qual o destino desse dinheiro fique concluída para que o
Fundo Monetário Internacional possa contemplar a aprovação de um novo programa
de ajuda.
Ao dirigir-se aos deputados, o ministro estimou as receitas para 2017 no
montante equivalente de 2,5 mil milhões de dólares.
Adriano Maleiane precisou que da despesa prevista 23% terá como destino a
educação, ao passo que a construção de infra-estruturas representará 18% do
total.
O crescimento previsto no cenário macroeconómico do Orçamento de Estado é de
5,5%, que compara com uma taxa de 3,9% prevista para 2016, disse o
primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, ao dirigir-se aos deputados.
O primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário salientou que os avanços que
se registam no sector da indústria extractiva irão, a curto e médio prazos,
estabilizar a economia e recuperar o crescimento económico bem como alargar e
diversificar a base produtiva para melhorar as condições de vida de cada
moçambicano.
Fonte: Macauhub

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