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Homens armados lançam granadas em Palma, Cabo Delgado

sexta-feira, outubro 27, 2017
Uma fonte que vive próximo do local do sucedido confirma os ataques e conta que por volta das 23 horas de ontem um grupo de “bandidos armados” apareceu em Ulumbe, no distrito de Palma, lançou algumas granadas e disparou. Logo de seguida, o grupo retirou-se da zona, em direcção ao cruzamento entre a vila sede de Palma e Ulumbe, no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.



Por causa dos disparos e estrondos, a população viu-se obrigada a refugiar-se nas matas. Fontes contactadas pelo “O País” que confirmam os ataques não falam de feridos, nem de mortos. “Não sei se lançaram as granadas para um posto policial ou para um outro edifício, mas o estrondo foi forte”, conta uma das nossas fontes.

Contactamos uma fonte do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), esta noite, mas limitou-se a dizer que estava com informações excassas e que, havendo confirmação dos ataques, amanhã, na habitual conferência de imprensa semanal, o porta-voz do Comando Geral da Polícia iria falar acerca da situação.

Falta de prestação de contas "trama" educação no mundo

quarta-feira, outubro 25, 2017
A falta de cultura de prestação de contas, pelos governos, está a prejudicar os esforços globais que visam garantir maior acesso à educação no mundo. Essa é uma das principais constatações do Relatório da UNESCO apresentado ontem, em Maputo. 



Num contexto que a UNESCO estima que há 264 milhões de crianças e jovens que não vão à escola em todo o mundo, a organização produziu um estudo para perceber as razões da violação deste direito básico. Denominado Relatório de Monitoramento da Educação Global 2017, o documento responsabiliza os governos pelos incumprimentos das metas globais comuns sobre o acesso a educação. O relatório diz ser papel dos governos garantir que haja responsabilização dos vários actores pelos fracassos ou incumprimentos.
  
O relatório defende que, não obstante ser obrigação primeira dos governos garantir a responsabilização, esta deve ser partilhada por vários actores, através de mecanismos claros de participação.

Segundo o relatório, uma forte regulamentação do sector acompanhada de uma monitoria permanente pode ajudar os governos a saber ajustar as suas necessidades e facilmente desenhar as suas políticas. Este estudo foi apresentado na presença dos Ministros da Educação de Moçambique, Ghana, Ruanda, África do Sul e outras entidades governativas e pertencentes a organizações que lidam com o sector.
 
 
O País

Distrito de Palma em Cabo Delgado vai ter porto

quarta-feira, outubro 25, 2017
O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita anunciou que o distrito de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte do país a sul da fronteira coma  Tanzânia vai ter um porto comercial.


Segundo o jornal Notícias o ministro disse que o porto vai dar resposta ao desenvolvimento da região e aos serviços de cabotagem marítima ao longo da costa moçambicana.

Carlos Mesquita, lembrou que para além de terminais marítimos, os projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL), em curso no norte de Cabo Delgado, precisarão de grandes investimentos para desenvolver os acessos de transporte rodoviário e aéreo.O ministro disse que o governo está atento a estas situações, particularmente ao crescimento do movimento no Aeroporto de Pemba, em Mocímboa da Praia, igualmente em cabo Delgado.

Carlos Mesquita lembrou, entretanto, que o desenvolvimento local não pode ser apenas assumido pelo governo e lançou um desafio aos agentes económicos e líderes locais para intervirem e garantirem o seu espaço.

“Reiteramos o nosso cometimento de tudo fazer para que o sector de transportes e comunicações continue a ser parceiro activo para a facilitação da implementação dos programas estabelecidos, para que os projectos de exploração e comercialização do GNL e seus derivados ocorram com sucesso”, disse o ministro.

 Macauhub

Dhlakama assegura que Renamo vai participar nas intercalares de Nampula

quarta-feira, outubro 25, 2017
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, garantiu,  que o seu partido irá participar nas eleições intercalares no município de Nampula. 



“A Renamo vai concorrer e vai ganhar sem dificuldades”, reiterou Afonso Dhlakama.

Dhlakama fez estes pronunciamentos na sequência da aprovação da realização de eleições intercalares em Nampula, por parte do Conselho de Ministros nesta segunda-feira. 

O governo vai notificar a Comissão Nacional de Eleições para propor a data da realização da eleição intercalar, numa altura em que falta apenas um ano para a realização das quintas eleições autárquicas na história do país.

Índia e Moçambique pretendem acelerar exploração de depósitos de gás natural

quinta-feira, outubro 19, 2017
A Índia e Moçambique acordaram na exploração expedita das descobertas de gás natural na bacia do Rovuma, norte do país, no decurso de um encontro realizado em Maputo entre o ministro do Petróleo da Índia e a ministra moçambicana dos Recursos Naturais, informou a agência noticiosa Press Trust of India.



Em mensagem divulgada através da rede Twitter, o ministro indiano Dharmendra Pradhan, que se deslocou a Moçambique para participar numa conferência internacional sobre gás natural, disse ter-se encontrado com a ministra Letícia Klemens, tendo ambos acordado na necessidade de acelerar a exploração dos recursos existentes, onde as empresas indianas já investiram cerca de 6,5 mil milhões de dólares.

A ONGC Videsh Ltd (OVL), a subsidiária do grupo Oil and Natural Gas Corp (ONGC) para os negócios no estrangeiro, detém uma participação de 16% no bloco Área 1, operado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum (26,5%), o grupo Oil India Ltd controla (OIL) 4,0% e uma subsidiária do grupo Bharat Petroleum Corp Ltd (BPCL) detém 10%.

O bloco Área 1 abrange uma área de 10 mil quilómetros quadrados, tendo a prospecção concluída em 31 de Janeiro de 2015 resultado em cinco descobertas, com depósitos recuperáveis de gás natural de cerca de 60 biliões de pés cúbicos.


Macauhub

Governo monitora gestão do Hospital Central de Quelimane

domingo, outubro 15, 2017
O Governo provincial da Zambézia está a monitorar a gestão do orçamento do Hospital Central de Quelimane, de forma a apurar as reais necessidades desta unidade sanitária de referência para os próximos tempos.



O director provincial de Economia e Finanças da Zambézia, Graciano Francisco, disse que no início deste ano o Governo alocou 28 milhões de meticais para assegurar o funcionamento pleno do Hospital Central de Quelimane, nomeadamente para o pagamento de contratos de prestação de serviços e o fornecimento de alimentos, luz, água e outras despesas.

Esclareceu que o valor foi usado para o pagamento de dívidas com terceiros e outras despesas sem a observância rigorosa do limite orçamental. Por isso, segundo Graciano Francisco, nove meses depois a direcção do Hospital Central de Quelimane voltou a solicitar mais verbas.

Neste contexto, foram disponibilizados mais cinco milhões de meticais, cuja aplicação está a ser monitorada pela Direcção Provincial de Economia e Finanças com vista a ter uma ideia clara das necessidades.
Explicou que há toda a necessidade de gerir os recursos em função da disponibilidade, priorizando as despesas inadiáveis como comida para os doentes e combustíveis para a transferência de doentes de uma unidade sanitária para outra ou de um distrito para o outro.
Acrescentou que, para além dos cinco milhões de meticais adicionais, o Executivo alocou mais sete milhões para igual número de hospitais rurais de Mocuba, Guruè, Alto Molócuè, Maganja da Costa e Morrumbala.
“Queremos garantir que não iremos deixar o Hospital Central sem comida nem combustível. Se possível, podemos cortar certas despesas para pôr as unidades sanitárias em funcionamento”, disse.
A direcção do Hospital Central de Quelimane veio, recentemente, dar conta que não tinha dinheiro para suportar as despesas de funcionamento da unidade até ao fim do ano.


Fonte: Notícias

MOCÍMBOA DA PRAIA: População relaciona ataques armados com migrações e recrutamento de estrangeiro

domingo, outubro 15, 2017
Suleiman Abdel Mane, 42 anos, residente em Mocímboa da Praia, norte de Moçambique, deu de caras com homens armados à porta de casa na madrugada em que um grupo atacou os postos de polícia da vila.
"Tinham catana, faca e metralhadora e um disse para eu não ter medo porque eles só andavam atrás da polícia", recorda.
Quatro elementos deste grupo chegaram à esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Mocímboa no início da madrugada de quinta-feira, 05 de outubro, vestidos de túnica, fingindo que iam entregar um ladrão de bairro - dois deles seguravam um outro.
Quando o agente de serviço puxava a cadeira para iniciar o registo da ocorrência, houve um que levantou a roupa e puxou por uma catana que trazia escondida, desferindo um golpe na cara do polícia - enquanto os outros três imobilizaram o resto dos elementos que estavam na esquadra.

Na altura em que outros agentes, em missão nos bairros, tentaram socorrer os colegas, já tiveram que enfrentar o fogo das metralhadoras.
Era cerca da 01:00 da madrugada e tinha início uma série de confrontos na vila e arredores, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, que se prolongaria de forma intermitente por 48 horas e que obrigaria à mobilização de reforços.
Os acessos à vila foram fechados pelas autoridades, instituições e serviços (como escolas e bancos) não trabalharam e a população ou fugiu para o mato ou escondeu-se em casa, opção esta de Suleiman e família.
"Foram dois dias sem ir buscar comida à rua" e em que ele, a mulher e dois filhos, remediaram-se como puderam.
Segundo os números oficiais, morreram dois polícias e 14 atacantes - sendo o mesmo grupo armado suspeito da morte de mais quatro homens das autoridades num outro confronto ocorrido na quinta-feira, em Maculo, aldeia a norte, em que terão sido também abatidos sete agressores.
Só o tempo dirá o que o mato esconde, mas a promessa feita à população de não lhe fazer mal quebrou-se, com a morte de um secretário de aldeia e com ferimentos causados noutras pessoas, relata o administrador do governo de Mocímboa da Praia, Rodrigo Puruque.
O filme dos acontecimentos foi pela primeira vez revelado ao público em detalhe por aquele responsável num discurso, no final de uma marcha de repúdio contra a violência, realizada na vila, no dia 12.
A população tem testemunhado dizendo que "os bandidos" são jovens islâmicos que frequentavam uma mesquita em construção no bairro de Nanduadue, em Mocímboa da Praia, onde já mais ninguém ia, senão eles, dada a postura insurgente dos sermões que ali se ouviam.
 
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