O
Governo provincial da Zambézia está a monitorar a gestão do orçamento
do Hospital Central de Quelimane, de forma a apurar as reais
necessidades desta unidade sanitária de referência para os próximos
tempos.
O
director provincial de Economia e Finanças da Zambézia, Graciano
Francisco, disse que no início deste ano o Governo alocou 28 milhões de
meticais para assegurar o funcionamento pleno do Hospital Central de
Quelimane, nomeadamente para o pagamento de contratos de prestação de
serviços e o fornecimento de alimentos, luz, água e outras despesas.
Esclareceu
que o valor foi usado para o pagamento de dívidas com terceiros e
outras despesas sem a observância rigorosa do limite orçamental. Por
isso, segundo Graciano Francisco, nove meses depois a direcção do
Hospital Central de Quelimane voltou a solicitar mais verbas.
Neste
contexto, foram disponibilizados mais cinco milhões de meticais, cuja
aplicação está a ser monitorada pela Direcção Provincial de Economia e
Finanças com vista a ter uma ideia clara das necessidades.
Explicou
que há toda a necessidade de gerir os recursos em função da
disponibilidade, priorizando as despesas inadiáveis como comida para os
doentes e combustíveis para a transferência de doentes de uma unidade
sanitária para outra ou de um distrito para o outro.
Acrescentou
que, para além dos cinco milhões de meticais adicionais, o Executivo
alocou mais sete milhões para igual número de hospitais rurais de
Mocuba, Guruè, Alto Molócuè, Maganja da Costa e Morrumbala.
“Queremos
garantir que não iremos deixar o Hospital Central sem comida nem
combustível. Se possível, podemos cortar certas despesas para pôr as
unidades sanitárias em funcionamento”, disse.
A
direcção do Hospital Central de Quelimane veio, recentemente, dar conta
que não tinha dinheiro para suportar as despesas de funcionamento da
unidade até ao fim do ano.
Fonte: Notícias

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