A Polícia da República de Moçambique
(PRM) confirmou esta terça-feira, a desactivação de escoltas militares
obrigatórias nas principais estradas do centro do país na sequência da trégua
declarada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
As escoltas, segundo o porta-voz da PRM, Inácio
Dina, foram levantadas no dia 28 de dezembro, um dia após Afonso Dhlakama ter
declarado uma trégua de uma semana e que foi esta terça-feira (03) prorrogada
por dois meses.
No anúncio da extensão da cessação das
hostilidades na manhã de ontem, em conferência de imprensa por telefone, o líder
da Renamo considerou que a manutenção das escoltas era “uma provocação”,
referindo que falou com o chefe de Estado, Filipe Nyusi, para parar aquelas
medidas de segurança, uma vez que “já não há ataques”.
Após a intensificação de emboscadas da Renamo nas
principais estradas do centro do país, no início do ano passado, as Forças de
Defesa e Segurança montaram escoltas militares obrigatórias na Nacional 1, entre
Save e Muxúnguè e entre Nhamapadza e Caia, na província de Sofala, e também na
Nacional 7 entre Vanduzi (Manica) e Changara (Tete).
No balanço semanal das atividades policiais, o
porta-voz da PRM considerou que o prolongamento da trégua “é uma iniciativa que
vem acrescer aquilo que é a segurança das pessoas”, uma semana depois de ter
dito que as escoltas iriam prosseguir.
“Este processo faz parte do nosso trabalho.
Continuaremos a fazer o que vinha sendo feito”, afirmou o porta-voz da PRM no
dia do anúncio da primeira trégua declarada pelo líder da Renamo, a 27 de
dezembro.
Um dos incidentes que marcou a primeira semana de
trégua foi o assassínio a tiro, na quinta-feira, de um membro da comissão
política provincial e chefe da secção de relações exteriores da Renamo em
Nampula, que o porta-voz do partido de oposição relacionou, na altura, com
motivações políticas.
LUSA

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