O Banco Mundial (BM) prevê para 2016, em Moçambique, um crescimento económico
de 3,6 por cento – cerca de metade dos 6,6 por cento registados em 2015 –
segundo um relatório divulgado em Maputo.
O documento prevê uma queda de 17 por cento no investimento directo
estrangeiro no país e uma redução de oito por cento nas exportações e a
desvalorização de 42 por cento do metical face ao dólar americano nos primeiros
10 meses do ano.
O enfraquecimento do metical, prossegue o relatório, acelerou o ritmo da
inflação para 25 por cento em Outubro,”o que torna o aumento do custo de vida o
sintoma mais acentuado da contínua desaceleração económica para os moçambicanos
(…) cuja população pobre é a mais sacrificada com a crise”.
Embora reconheça que a consolidação fiscal e o aperto monetário, que se
fizeram sentir a partir do segundo semestre, “também estão a contribuir para a
desaceleração do crescimento”, o Banco Mundial aponta, por outro lado, sinais de
que as medidas de austeridade estão a reduzir as pressões sobre a posição
externa, à medida que as importações diminuem e o metical se mantém
relativamente estável desde Outubro.
O relatório refere ainda que os grandes projectos previstos para Moçambique
“poderão beneficiar de um impulso a curto-prazo”, associado à valorização das
cotações das matérias-primas e que as perspectivas de produção de gás natural no
Norte do país abrem possibilidades de recuperação do crescimento para 6,6
por cento até 2018.
O BM adverte, no entanto, que a confiança e a estabilidade económica dependem
do resultado do pedido de reestruturação da dívida, solicitada pelo governo, e
do tratamento dado à auditoria independente.
Fonte: macauhub

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